Meu peito me aperta,
Nada mais me importa,
Minha consciência não mais alega.
Tão tardio quanto nunca
Partirei assim pensando
Por um caminho sem volta
E um rio derramando.
Quando findar essas palavras
Nada mais me restará...
Minha alma então escrava
Deste sentimento sataná.
Acabou-se a criação
A atoez retornou
Meu vazio segue em vão
Neste verso que nada falou.
E se assim continuar,
Já não sei para onde vou.
A arte de poetar
Em meu silêncio também se calou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário