sábado, 27 de dezembro de 2014

Dos meus aquivos: NA IMUNDICE DO MUNDO

Na imundice do mundo
Na invasão do meu ser
Vi meu corpo padecer
Sob as vãs sabedorias.

Senti as exigências da sociedade,
Quis ser rica, quis ser pobre,
Quis ser boa e má...
Nada fui,
Nem eu mesma.

Na imundice do mundo
Vivo, não! Sobrevivo,
Aguardo, observo... Não sei.
Apenas existo.

Não sendo o suficiente para meu ego,
Já não posso alimentá-lo.
Por isso mato-o
E jogo no lixo...
Jogo-o na imundice do mundo.

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