Na imundice do mundo
Na invasão do meu ser
Vi meu corpo padecer
Sob as vãs sabedorias.
Senti as exigências da sociedade,
Quis ser rica, quis ser pobre,
Quis ser boa e má...
Nada fui,
Nem eu mesma.
Na imundice do mundo
Vivo, não! Sobrevivo,
Aguardo, observo... Não sei.
Apenas existo.
Não sendo o suficiente para meu ego,
Já não posso alimentá-lo.
Por isso mato-o
E jogo no lixo...
Jogo-o na imundice do mundo.
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