segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Dos meus arquivos: MEUS TEMORES

Como se exalasse um odor fétido
E apresentasse uma aparência asquerosa...
Meus cabelos ensebados,
Meus pés mofados.

O fedor da podridão
Saia em minhas palavras
E dos meus olhos...
Eu chorava pus.

Meu suor cheirava a sangue,
Meu abdômen dominado por vermes,
A boca tinha gosto de fezes...
Fezes que escorriam pelas minhas pernas.

Baratas e moscas...
Minha pele necrosada
Mostrava a carne podre,
Evidenciava a sujeira do meu corpo.

Meus neurônios mergulhados em vômito
Ruminavam meus pensamentos cancerosos...
Eu, me decompunha enquanto viva,
Desintegrava minha alma.

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