E apresentasse uma aparência asquerosa...
Meus cabelos ensebados,
Meus pés mofados.
O fedor da podridão
Saia em minhas palavras
E dos meus olhos...
Eu chorava pus.
Meu suor cheirava a sangue,
Meu abdômen dominado por vermes,
A boca tinha gosto de fezes...
Fezes que escorriam pelas minhas pernas.
Baratas e moscas...
Minha pele necrosada
Mostrava a carne podre,
Evidenciava a sujeira do meu corpo.
Meus neurônios mergulhados em vômito
Ruminavam meus pensamentos cancerosos...
Eu, me decompunha enquanto viva,
Desintegrava minha alma.
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