segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Dos meus arquivos: DOS AMORES, O PRIMEIRO.

A arte de te reencontrar
Fez em mim, o adormecido sentimento despertar.
Poder-te olhar em olhos de brilho vivo,
Em sua boca aquele doce sorriso
De garoto levado a comigo brincar.

Triste dia em que se foi,
Jamais pude te esquecer,
Meu peito corroía e minha alma padecia em pensar jamais te ter.

Amor de infância!
O primeiro: santa ignorância...
Eterno e derradeiro.

Tão desorganizado quanto meus versos
Está meu peito, por inteiro.
Encontrar-te, uma surpresa,
Então distante, um desespero.

Ter-te de novo, uma esperança,
Em meus sonhos, bem lembradas.
Ah! Nosso amor de criança!
Foi-se o tempo das gargalhadas.

Exigências da vida nos separaram
E as mesmas nos unem, de repente.
Nosso corpos, então, se encontram...
Santo amor adolescente!

Tão bom encontrar-te novamente!
Que dessa vez, para sempre enquanto dure
O tanto quanto durou,
Nosso amor não mais se acabe,
Se possível assim for.
Caso contrário prefiro, na vida, perder-me,
A te perder outra vez...
Meu primeiro amor!

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