sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mulher

Eu sou um objeto
De uso manual e prático
Com a única utilidade
De satisfazer prazeres momentaneamente.

Uma coisa que parece não sentir,
Que não tem valor algum
E se encontra em qualquer lugar.

Sou uma coisa mulher
Produzida pela indústria da vida
Sabe-se lá para qual finalidade.

Sou o objeto que se usa em um dia, uma hora...
Que se beija, se ama, se pisa
E que depois se joga no lixo.

E então me torno um objeto quebrado
Redigindo um poema inacabado
Por terem me arrancado fora
A engrenagem que se chama coração.

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